15/03/2007
Um ser humano extraordinário

“A gente tem uma relação praticamente umbilical. Hoje eu entendo tudo de fraldas, coeiro, mamadeira e chazinho, porque nós estivemos juntos sozinhos a partir dos oito meses de idade. Eu e a mãe dela tivemos uma disputa judicial pela guarda e diante disso, por uma decisão do juiz, a Analy ficou comigo. Foi por um foco de vida que eu pretendia para a criança, o que eu queria pra criança, independente de estando comigo ou não. Eu coloquei essas questões no tribunal e o juiz fez uma proposta para a mãe de que a criança ficasse comigo. E ela aceitou. E a partir daí é que foi o grande desafio. Falei pra todo mundo da família que o foco deveria ser a criança. Vamos tranformá-la num ser humano extraordinário. E foi muito bom. Quebrou essa coisa judicial”.
O papel de pai e as idades da vida
“O pai tem um papel importantíssimo, mas tem algumas situações para a mulher, que, apesar de eu sempre ter uma cabeça aberta, complica o jeito para o homem lidar. O ideal seria a presença da mãe. Mas ela foi superando isso. Eu casei posteriormente, depois separei. Tive outro filho. A relação que eu tenho com a Analy é muito bacana. Porque ela me ajudou muito na minha vida também. Uma ocasião eu li que nós temos três idades: a que a gente tem, a que a gente pensa que tem e a que a gente vive. A Analy me ensinou com a idade dela, no período que eu a acompanhei viver essa idade que ela vive, o presente dela, o presente do mundo, das coisas, das pessoas. Então, isso foi muito bacana. A gente sempre teve muita confiança um no outro. Sempre tivemos muito diálogo. Eu penso que eu nunca a traí e ela também nunca me traiu”.
Um pai roqueiro
“Eu fui pai muito jovem, aos 21 anos. Naquela época eu tinha cabelos compridos, usava calça boca de sino, ouvia Pink Floyd, Led Zeppelin. Abri mão de tudo, de amigos, de tudo, para cuidar dela. Então, a gente teve sempre uma relação muito forte. Era chazinho, mamadeira, pediatra. Cansei de entrar em pediatra e as mães ali amamentando e eu ali com a Analy. Foi muito bacana
Declaração de Admir (pai amado de Analy)
Por Capitão da torcida